Já passou por alguma situação que, de tão intensa, fez-te sentir mais vivo? Pois é, eu passei por uma dessas agorinha pouco. Foi uma dessas situações que te fazem repensar coisas que você pensava já estarem “definidas”.
Como já escrevi em outro post, acostumei-me a pensar que sou uma pessoa racional e prática. O que, de fato, sou na maior parte do tempo. Mas, às vezes, dependendo do assunto (leia “pessoa”) acabo me tornando um pouco mais passional. O que considero bom, na verdade. Sentimentos não são exatos. E pessoas com sentimentos exatos são metálicas e frias.
Algo aconteceu hoje. E apesar de isso ter me abalado a princípio, também me fez ver que este alguém que eu superestimava provou “não valer a pena”. Este alguém que (apesar de eu tentar me convencer do contrário) estava gravado em minha pele, como uma tatuagem velha e desbotada, deixou de significar muita coisa. Uma parte de mim, esta em que ele estava incrustado, morreu hoje. Esta parte que já vinha definhando há algum tempo dará espaço para uma pele novinha pronta para novas experiências, novos arranhões e novos afagos.
Afinal de contas, como canta Maria Rita, “é uma pena, mas você não vale a pena”.